A odontologia digital acaba de ganhar ainda mais espaço no Brasil. O Ministério da Saúde anunciou uma atualização que permitirá aos Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias do SUS incorporar tecnologias como scanners intraorais, impressoras 3D e softwares especializados.

A novidade representa um avanço importante para a produção de próteses e modelos odontológicos, aproximando a rede pública de tecnologias que já estão transformando clínicas e laboratórios privados.

Do molde tradicional ao fluxo digital

Com o scanner intraoral, a estrutura dentária do paciente pode ser transformada em um modelo digital tridimensional, reduzindo etapas convencionais de moldagem.

A partir desse arquivo, profissionais e laboratórios podem realizar o planejamento digital e produzir modelos, guias e determinados trabalhos protéticos utilizando tecnologias CAD/CAM e impressão 3D.

O resultado é um fluxo de trabalho cada vez mais conectado entre consultório, laboratório e produção.

Novos investimentos

Dentro das mudanças anunciadas, laboratórios que incorporarem o fluxo digital poderão receber um acréscimo de até 30% no custeio mensal.

Também foram criados novos procedimentos específicos relacionados ao fluxo odontológico digital.

A medida ganha relevância quando considerado o tamanho da estrutura pública brasileira: o SUS disponibiliza aproximadamente 1,2 milhão de próteses dentárias por ano.

Impressão 3D ganha espaço na odontologia

A impressão 3D já é utilizada para diferentes aplicações odontológicas, incluindo:

  • modelos dentários;
  • guias cirúrgicos;
  • modelos ortodônticos;
  • provisórios;
  • planejamento de tratamentos;
  • determinadas aplicações protéticas.

A tendência é que a combinação entre escaneamento intraoral, softwares de planejamento e impressão 3D continue modificando a rotina dos laboratórios odontológicos nos próximos anos.

Uma nova fase para os modelos odontológicos

A evolução não significa simplesmente trocar o modelo físico pelo digital.

Na prática, o setor começa a trabalhar com um ecossistema em que o modelo pode nascer digitalmente, ser armazenado como arquivo, compartilhado com o laboratório e, quando necessário, transformado novamente em uma peça física por impressão 3D.

Com a expansão dessa tecnologia também na rede pública, 2026 pode marcar uma nova etapa da digitalização da odontologia brasileira, ampliando a presença dos modelos digitais e da manufatura aditiva no dia a dia dos profissionais.