As manifestações orais podem nortear o diagnóstico de Covid-19?

A Doença Coronavírus 2019 (Covid-19) se espalhou exponencialmente por todo o mundo desde sua descoberta na China no final de 2019. As manifestações típicas de Covid-19 incluem febre, tosse seca, cefaleia e fadiga. Contudo, apresentações atípicas são cada vez mais relatadas. Estudos reconheceram as lesões orais como manifestações associadas ao Covid-19, sendo que as mais comuns são as ulcerativas, vesicobolhosas e maculares. A ocorrência de manifestações orais no Covid-19 parece ser subnotificada, principalmente devido à falta de exame bucal de pacientes com suspeita e/ou confirmação diagnóstica. O exame oral de todos os casos suspeitos e confirmados é fundamental para melhor compreensão e documentação das manifestações da cavidade oral relacionadas a Covid-19.

Manifestações orais relacionadas ao Covid-19

Com o crescente número de casos de Covid-19, vários relatos sobre lesões de cavidade oral têm sido publicados. Assim como nas lesões dermatológicas, a maioria dos trabalhos é de cartas ao editor ou de casos clínicos, portando de baica qualidade científica. Não há estudos que tenham apresentado lesões patognomônicas, mas a descrição das lesões de cavidade oral já descritas na literatura poderão auxiliar ou nortear os diagnósticos.

Lesões Ulcerativas:

    

Lesões Vesicobolhosas e Maculares:

   

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Cirurgiões-Dentistas são os menos contaminados pela Covid-19

O Conselho Federal de Odontologia (CFO) informa que Cirurgiões-Dentistas, Auxiliares e Técnicos em saúde bucal, representam o menor índice de contaminados entre os profissionais da saúde que estão na linha de frente contra a Covid-19; número de profissionais da Odontologia infectados também está abaixo da média nacional da população. A rápida atuação do CFO foi decisiva para esse cenário, em virtude da suspensão do atendimento eletivo na rede pública de saúde e do fortalecimento no rigor da biossegurança em procedimentos odontológicos.

O relatório nacional foi concedido pelo Ministério da Saúde, a pedido do CFO, para acompanhamento da evolução dos casos de contaminados com o vírus entre os profissionais da Odontologia. No total de pessoas infectadas no Brasil, 0,17% são Cirurgiões-Dentistas, o que representa 2.737 de profissionais contaminados, do total nacional de 1.603.055 pessoas infectadas. No caso de profissionais Auxiliares e Técnicos em Saúde Bucal o número é ainda menor, 0,12% de contaminados, do quantitativo de contaminados no Brasil – apenas 1.852 profissionais diagnosticados com Covid-19. De acordo com o Ministério da Saúde, dos 169 óbitos de profissionais de saúde, registrados entre os meses de março a junho, no Brasil, 5 são Cirurgiões-Dentistas.

No âmbito da biossegurança em Odontologia, o trabalho do CFO conduziu a publicação de três atualizações com recomendações elaboradas em conjunto com a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). Além de dois manuais lançados com o Instituto Latino Americano de Pesquisa e Ensino Odontológico (ILAPEO) e o International Team for Implantology (ITI): Manual de Boas Práticas em Biossegurança para Ambientes Odontológicos e Manual de Biossegurança e Desinfecção de Materiais de Moldagem e Moldes para Profissionais de Prótese Dentária. O conteúdo técnico incluiu, também, a elaboração de recomendações para consultórios clínicos e ambiente hospitalar, em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

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